29 de outubro de 2009

1002. Insónia

«O silêncio é um burburinho confuso, um sopro monótono. Parece que um grande vento se derrama gemendo sobre as árvores dos quintais vizinhos. Um zumbido longo de abelhas. E as abelhas partem os vidros da janela escura, o vento vem lamber-me os ossos, enrolar-se no meu pescoço como uma gravata.»

Graciliano Ramos, 1947

27 de outubro de 2009

997. O parque

Ancara, 2009.

996. Sócrates

Número de dias na chefia do Governo:

1. António de Oliveira Salazar (13 231)
2. Fontes Pereira de Melo (4 044)
3. Aníbal Cavaco Silva (3 645)
4. José Luciano de Castro (3 210)
5. Duque de Saldanha (3 127)
6. Hintze Ribeiro (3 052)
7. Duque de Loulé (3 042)
8. António Guterres (2 350)
9. Duque da Terceira (2 121)
10. Marcelo Caetano (2 038)
11. José Sócrates (1 690)

25 de outubro de 2009

994. Roberta McCain

Nas notícias em 2008 e em 2009.

993. Sala MTV

992. Nobel

«One man was so mad at me that he ended his letter: “Beware. You will never get out of this world alive.”»

John Steinbeck, 1956.

991. Biblioteca

Alexandrina

990. Auto-Estrada

«Trânsito compacto, à altura dos anos que já passaram,
como tarde de dezembro, segues no ruído das rotações
mais baixas, uma rodilha que lateja nas bielas
— servidores do Estado, pequenos empresários, enfermeiras
diplomadas, criados de mesa que ajeitam as calças,
ocupações triviais, negócios sérios, a subida
de dois escalões na carreira e o orgulho profissional,
mães, mulheres, filhos, amantes, os poucos
amigos que não desertaram, recolheram-se
ao local benigno, onde sempre deveriam ter estado;
dois riscos de nuvem ultrapassam o sol, que se pode olhar
de frente — a tua rendição aceite sem condições,
a cabeça no cepo, a sombra do carrasco e um deus
que o cheiro lisonjeia e desce para recolher o sangue.»

José Alberto Oliveira, 2000.

989. Eleição

Votação nos partidos de esquerda em 27.IX.2009.

24 de outubro de 2009

17 de outubro de 2009

986. Take the money and run

«After fifteen minutes I wanted to marry her, and after half an hour I completely gave up the idea of stealing her purse.»

985. Mar

11 de outubro de 2009

984. Dinheiro

«Como podia eu tornar-me superior à força do dinheiro? O processo mais simples era afastar-me da esfera da sua influência, isto é, da civilização; ir para um campo comer raízes e beber água das nascentes; andar nu e viver como animal. Mas isto, mesmo que não houvesse dificuldade em fazê-lo, não era combater uma ficção social; não era mesmo combater: era fugir. Realmente, quem se esquiva a travar um combate não é derrotado nele. Mas moralmente é derrotado, porque não se bateu. O processo tinha que ser outro um processo de combate e não de fuga. Como subjugar o dinheiro, combatendo-o? Como furtar-me à sua influência e tirania, não evitando o seu encontro? O processo era só um - adquiri-lo, adquiri-lo em quantidades bastante para lhe não sentir a influência; e em quanto mais quantidade o adquirisse, tanto mais livre eu estaria dessa influência. Foi quando vi isto claramente, com toda a força da minha convicção de anarquista, e toda a minha lógica de homem lúcido, que entrei na fase actual - a comercial e bancária, meu amigo - do meu anarquismo.»

Fernando Pessoa, 1922

983. Luz

982. Indivíduo

«Individuality is the aim of political liberty. By leaving to the citizen as much freedom of action and of being, as comports with order and the rights of others, the institutions render him truly a freeman. He is left to pursue his means of happiness in his own manner.»

James Fenimore Cooper, 1838

981. Chuva

10 de outubro de 2009

980. Trabalhador

«Está na luta, no corre-corre, no dia-a-dia
Marmita é fria mas se precisa ir trabalhar
Essa rotina em toda firma começa às sete da manhã
Patrão reclama e manda embora quem atrasar
Trabalhador
Trabalhador brasileiro
Dentista, frentista, polícia, bombeiro
Trabalhador brasileiro
Tem gari por aí que é formado engenheiro
Trabalhador brasileiro
E sem dinheiro vai dar um jeito
Vai pro serviço
É compromisso, vai ter problema se ele faltar
Salário é pouco não dá pra nada
Desempregado também não dá
E desse jeito a vida segue sem melhorar
Garçom, garçonete, jurista, pedreiro
Trabalha igual a burro e não ganha dinheiro
Trabalhador brasileiro.»

Seu Jorge Mário da Silva, 2006

979. Folhagem

Olímpia, Junho de 2009

7 de outubro de 2009

978. Luz

«Eu amarei a santa madrugada,
E o meio-dia, em vida refervendo,
E a tarde rumorosa e repousada.

Viva e trabalhe em plena luz: depois,
Seja-me dado ainda ver, morrendo,
O claro Sol, amigo dos heróis!»

Antero de Quental

977. A parede

6 de outubro de 2009

976. Desenvolvimento

Lugar de Portugal no Índice de Desenvolvimento Humano: 34
População dos 34 países mais desenvolvidos: 970 milhões
População dos outros países: 5 700 milhões.

4 de outubro de 2009

974. Rio 2016 3

As mais frustradas:

Detroit: 7 tentativas
Budapeste: 5
Buenos Aires, Chicago, Filadélfia, Istambul e Lausana: 4
Bruxelas, Havana, Madri e Mineápolis: 3

Wikipedia.

973. Gato

972. Manhã

«La mañana, esa mañana eternamente repetida, juega poco, sin embargo, a cambiar la faz de la ciudad, ese sepulcro, es cucaña, es colmena...»

Camilo José Cela, 1951.

971. A casa

3 de outubro de 2009

970. Gaiola

«People are often unable to do anything, imprisoned as they are in I don't know what kind of terrible, terrible, oh such terrible cage.»

Vincent van Gogh, 1880

969. Parlamento


Europeu.

968. Irlanda e Lisboa

12.VI.2008: Sim 750 mil, Não 860 mil, Tanto faz 1 450 mil.
3.X.2009: Sim 1 200 mil, Não 590 mil, Tanto faz 1 300 mil.

967. O Mar

966. Rio 2016 2

«Tem-se notícia de que nesta época foi construída a primeira casa da região, localizada onde hoje a Praia do Flamengo encontra a Rua Cruz Lima, e onde desembocava um rio que vinha do Cosme Velho e serpenteava pelas atuais Ruas do Catete e Senador Vergueiro. Esta casa ganhou o apelido indígena de cari-oca, casa de branco, que acabou por batizar o rio e o futuro povo do lugar.»

Rio de Janeiro

965. California Dreamin'

Cristian Nemescu, 2007

964. Dublim

«His soul swooned slowly as he heard the snow falling faintly through the universe and faintly falling, like the descent of their last end, upon all the living and the dead.»

James Joyce, Dubliners, 1914

963. Ronald de Bloeme 2

2 de outubro de 2009