12 de abril de 2008

257. Obama

A nossa tão esperada indicação de voto: Obama. Não sei porquê. Talvez seja o mais desconcertante. Mas se a França tem um presidente húngaro e Portugal um presidente algarvio, porque não um presidente queniano na América?

256. Ensino

«O "25 de Novembro" protagonizou o fim da liderança política da classe laboral e a retoma da iniciativa política e do poder económico pela classe burguesa.»

Maria da Luz Oliveira, Maria João Pais e Belmiro Gil Cabrito, in Economia Portuguesa - 11.º Ano, 1986.

15 de março de 2008

255. Grace e Alfred

tomam um chazito no chão.

254. Páscoa

Nas férias da Páscoa:

- Gostava de pedir uma certidão de habilitações.
- Gostava de acabar «Os Devoristas».
- Gostava de dar um mergulho em águas tépidas.
- Gostava de experimentar caras de bacalhau.
- Gostava de conhecer o mundo via web-cam.
- Gostava de ter férias da Páscoa.

9 de março de 2008

253. Hopper

252. Lisboa

A desertificação continua:

Número de eleitores inscritos no concelho de Lisboa em 1988: 683 072.
Número de eleitores inscritos no concelho de Lisboa em 2007: 517 138.

Número de eleitores inscritos na freguesia de Santa Justa em 1988: 1 892.
Número de eleitores inscritos na freguesia de Santa Justa em 2007: 726.


Fonte: Ministério da Administração Interna.

2 de março de 2008

251. Fase

250. Foca

«Uma foca bebé está há duas semanas no parque Zoomarine a recuperar de feridas provocadas por agressões de populares na praia da Areia Branca, próximo de Peniche.»

Público, 6 de Fevereiro de 2008

1 de março de 2008

249. Equilíbrio

248. Flushed from the Bathroom of Your Heart

From the backdoor of your life you swept me out dear
In the bread line of your dreams I lost my place
At the table of your love I got the brush off
At the Indianapolis of your heart I lost the race

I’ve been washed down the sink of your conscience
In the theater of your love I lost my part
And now you say you’ve got me out of your conscience
I’ve been flushed from the bathroom of your heart

In the garbage disposal of you dreams I’ve been ground up dear
On the river of your plans I’m up the creek
Up the elevator of your future I’ve been shafted
On the calendar of your events I’m last week

I’ve been washed down the sink of your conscience
In the theater of your love I lost my part
And now you say you’ve got me out of your conscience
I’ve been flushed from the bathroom of your heart

Jack Clement, 1968.
Cantado por Johnny Cash

27 de fevereiro de 2008

247. Conformista

246. Merenda

O Emir estava a dormir uma sesta quando de repente o seu tigre siberiano - o Nejed - lhe lambeu a bochecha. Já eram horas de merendar. O tigre e o Emir, deitados na sua marquesa de bambu bebem agora o seu leite de camela mugida por doze faquires. Ah, e umas seis bolachinhas oreo. Para o Emir, claro. O Nejed prefere sempre os seus sete camarões fritos em óleo de palma. Molhados no leite são um petisco. Refastelam-se os dois a ver a Oprah. O Emir comenta o que se passa e faz zapping nos intervalos. Boceja-se, riem-se da Al-Jazeerah, meneiam os ombros com um bom ragga. É a hora da merenda. Mais devagar com o leque, Maria, está a fazer-nos frio.

26 de fevereiro de 2008

245. América

Quero ir à América.

«Don't Fence Me In

Wildcat Kelley, lookin' mighty pale,
Was standin' by the sherrif's side
And when the sherrif said "I'm sendin you to jail,
Wildcat raised his head and cried

Oh, give me land, lots of land under starry skies above,
Don't fence me in.
Let me ride through the wide open country that I love,
Don't fence me in.
Let me be by myself in the evenin' breeze,
listen to the murmur of the cottonwood trees,
Send me off forever but I ask you please,
Don't fence me in.

Just turn me loose, let me straddle my old saddle
Underneath the western skies.
On my Cayuse, let me wander over yonder
Till I see the mountains rise.

I want to ride to the ridge where the west commences
gaze at the moon till I lose my senses
I can't look at hobbles and I can't stand fences
Don't fence me in.

Wildcat Kelley, back again in town,
was standin by his sweethearts side,
And when his sweetheart said "come on let's settle down",
Wildcat raised his head and cried

Oh, give me land, lots of land under starry skies,
Don't fence me in.
Let me ride through the wide open country that I love,
Don't fence me in.
Let me be by myself in the evenin' breeze
listen to the murmur of the cottonwood trees
Send me off forever but I ask you please,
Don't fence me in

Just turn me loose, let me straddle my old saddle
Underneath the western skies
On my Cayuse, let me wander over yonder
Till I see the mountains rise.

I want to ride to the ridge where the west commences
gaze at the moon till I lose my senses
I can't look at hobbles and I can't stand fences
Don't..... fence me in.»

Robert Fletcher, 1934

244. Búfalo

«E ali estava agora sentada, quieta no casaco marrom. O banco ainda parado, a maquinaria da montanha-russa ainda parada. Separada de todos no seu banco parecia estar sentada numa igreja. Os olhos baixos viam o chão entre os trilhos. O chão onde simplesmente por amor - amor, amor, não o amor! - onde por puro amor nasciam entre os trilhos ervas de um verde tão leve tão tonto que a fez desviar os olhos em suplício de tentação. A brisa arrepiou-lhe os cabelos da nuca, ela estremeceu recusando, em tentação recusando, sempre tão mais fácil matar.»

Clarice Lispector, Laços de Família, 1960.

25 de fevereiro de 2008

243. Desenho

242. Corrente

Apesar de o fenómeno da corrente ser um pouco pequeno-burguês, as obrigações sociais levam-me a destacar as seguintes doze palavras:

1. Malaposta: mistura culinária e viagens.
2. Estiagem: quente e seca.
3. Lamiré: só para causar inveja.
4. Blaterar: um tom de voz muito utilizado.
5. Marasmo: é o dia-a-dia.
6. Frémito: em honra do século XIX.
7. Vinheta: estranho não estar relacionado com bebida.
8. Balconista: podia ser um membro de corrente política, mas não é.
9. Armilar: gosto do som quase italiano que pode ser feito com o l.
10. Acrescento: assusta-me o som sibilante que pode ser feito com o sc.
11. Inócuo: som oco.
12. Petulante: sim, esgotei as ideias.

Agora é para passar isto a cinco blogues:
Bloguices da Marquesa
Ler por aí

Fada Moranga
Ana às Voltas
E, não, não conheço mais ninguém.

241. Hitch

240. Abajur

Novo blogue: Abat-Jour.

19 de fevereiro de 2008

18 de fevereiro de 2008

238. Clarice Lispector

«- Se você não pudesse mais escrever, você morreria?
- Eu acho que quando não escrevo eu estou morta.»

«- Eu me compreendo. De modo que eu não sou hermética para mim. Bom, tem um conto meu que eu não compreendo muito bem.
- Que conto?
- O ovo e a galinha.
- Entre os seus diversos trabalhos sempre existe, isso é natural, um filho predilecto. Qual é aquele que você vê com maior carinho até hoje?
- O ovo e a galinha, que é um mistério para mim.»

«- No seu entender, qual é o papel do escritor brasileiro hoje em dia?
- O de falar o menos possível.»


Entrevista com Clarice Lispector, Tv Cultura, 1977.