1 de setembro de 2007

144. V.P.V.

Entrevista de Vasco Pulido Valente ao Diário Económico de 17 de Agosto:

«Sou agora incapaz de dizer bem!»

«É claro que gosto de ser português. Se não gostasse, ao fim de tantos anos, tinha arranjado maneira de me ir embora. Gosto de viver em Portugal. Sou português até ao tutano. Caso contrário não teria a menor paciência para escrever sobre Portugal. Como passei a minha vida a fazer, principalmente como historiador.»

«As melhores férias são em Roma. Para a Constança e para mim, Roma é a cidade. Infelizmente, fumamos e a Itália proibiu o tabaco. Estamos a pensar em deixar de fumar.»

«7 de Novembro é o dia em que há 200 anos Junot entrou em Lisboa. As invasões francesas são, para mim, a principal ruptura da nossa História moderna. O título é Ir para o Maneta. O «Maneta» era um general de Junot, o general Loison, que não tinha um braço. Fez uma campanha punitiva como reacção ao levantamento popular de 1808 e matou milhares de pessoas nas Beiras e no Alentejo. «Ir para o maneta» significava, e significa, morrer.»

«Vejo filmes em DVD. Angustia-me ir às salas de cinema. Sinto-me mal no meio de multidões. O último filme que vi foi o Triunfo da Vontade, de Leni Riefensthal. Estou a preparar um curso sobre a Europa de antes da I Guerra até ao início da II Guerra e li um livro sobre Hitler. Tive uma dúvida sobre se em 1934 era absolutamente claro que Hitler queria a guerra. Vi o filme e fiquei de boca aberta: só um acéfalo é que não percebia. Aquilo era uma declaração de guerra. Ao mundo!»

143. The Maias: Episodes From Romantic Life

Os Maias têm uma nova tradução em inglês. E um artigo no The New York Times:

«He may be Portugal’s Flaubert, but like the greatest novelists of many peripheral countries, he remains largely unknown to English-language readers. A new translation of “The Maias” offers an appealing chance to discover him.»

«Gradually, then, while charting Carlos’s travails of the heart, Eça de Queirós paints a picture of a society trapped in a time warp, stubbornly refusing to follow the rest of Europe. And here, far more than Carlos, a sympathetic but spoiled rich boy, it is the unsuccessful writer Ega who seems to speak for the novelist. Ega loves Portugal, but is also unforgiving. “There’s nothing genuine in this wretched country now, not even the bread that we eat,” he laments in a form of conclusion.

Looking again at that remark, it is a bit surprising that Portugal still so loves Eça de Queirós. On the other hand, Portugal has changed: today, it really does belong to Europe.»

142. Metro

Expansão do Metro entre 2003 e 2007 em:
- Madrid: 77 estações de metro, 38 de metro ligeiro e 1 de comboios urbanos.
- Lisboa: 7 estações de metro, 7 de metro ligeiro e 3 de comboios urbanos.

Total da rede actual:
- Madrid: 362 estações (229 de metro, 38 de metro ligeiro e 95 de comboios urbanos).
- Lisboa: 125 estações (44 de metro, 7 de metro ligeiro e 74 de comboios urbanos).

População:
- Madrid 6098 mil.
- Lisboa 2618 mil.

Habitantes por estação:
- Madrid: 17 mil.
- Lisboa: 21 mil.

141. Um país desenvolvido...

...é um campeonato de acrobacia aérea na ribeira do Porto.

140. Acidente no Metro

Entrada nordeste da estação dos Anjos após acidente de viação na madrugada de 28 de Julho.

139. Reentrada

Como é 1.º de Setembro é uma boa altura para rever as resoluções de ano novo, as de após Páscoa, as de Verão e as de aniversário (36.º)...
Pensando bem é melhor esperar mais três semanas e fazem-se as novas resoluções para o Outono. É uma data mais redonda e até calha no início do ano no Calendário Republicano.

138. Obras do Metropolitano em 1957

Avenida da Liberdade.
Judah Benoliel, Arquivo Fotográfico de Lisboa.

137. Fada Moranga

Em homenagem a uma grande artista (também da Tv):

Fada Moranga
Amor e Coentros

29 de agosto de 2007

136. Leiria 2007


Castelo de Leiria e Praça Rodrigues Lobo.

28 de agosto de 2007

135. São Paulo

Desde 1 de Janeiro de 2007 é proibida a publicidade exterior em São Paulo. O resultado:

São Paulo No Logo
.

134. Dois andares

Lisboa, anos 80. Um autocarro de dois andares e uma curva apertada para a esquerda.

133. Middlemarch

«On a gray but dry November morning Dorothea drove to Lowick in company with her uncle and Celia. Mr. Casaubon's home was the manor-house. Close by, visible from some parts of the garden, was the little church, with the old parsonage opposite. In the beginning of his career, Mr. Casaubon had only held the living, but the death of his brother had put him in possession of the manor also. It had a small park, with a fine old oak here and there, and an avenue of limes towards the southwest front, with a sunk fence between park and pleasure-ground, so that from the drawing-room windows the glance swept uninterruptedly along a slope of greensward till the limes ended in a level of corn and pastures, which often seemed to melt into a lake under the setting sun. This was the happy side of the house, for the south and east looked rather melancholy even under the brightest morning. The grounds here were more confined, the flower-beds showed no very careful tendance, and large clumps of trees, chiefly of sombre yews, had risen high, not ten yards from the windows. The building, of greenish stone, was in the old English style, not ugly, but small-windowed and melancholy-looking: the sort of house that must have children, many flowers, open windows, and little vistas of bright things, to make it seem a joyous home. In this latter end of autumn, with a sparse remnant of yellow leaves falling slowly athwart the dark evergreens in a stillness without sunshine, the house too had an air of autumnal decline, and Mr. Casaubon, when he presented himself, had no bloom that could be thrown into relief by that background.»

George Eliot, Middlemarch, 1871.

23 de agosto de 2007

132. Trólei 5

Coimbra, 1979. Visto aqui.

131. Há uma música do povo

Há uma música do povo,
Nem sei dizer se é um fado
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado...

Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser...
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver...

E ouço-a embalado e sozinho...
É isso mesmo que eu quis ...
Perdi a fé e o caminho...
Quem não fui é que é feliz.

Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção ...
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração ...

Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido...
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido!

Fernando Pessoa.

22 de julho de 2007

130. Mapas

Portugal na América Latina?

Apenas um dos Mapas Estranhos deste site.

129. Aborto

«O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou sexta-feira, a propósito da não aplicação da nova Lei do Aborto na Madeira, que, "quando a legislação não é aplicada, os cidadãos podem recorrer a instâncias próprias, ao sistema de Justiça".»

in Lusa, 21 de Julho de 2007.

Traduzindo para português corrente: «Elas que se amanhem, que eu não tenho nada a ver com isso.»

12 de julho de 2007

128. Frio

Buenos Aires, 9 de Julho de 2007.
(Salvoquille)

127. Alturas

O homem mais alto do mundo casou-se. A boda realizou-se em Chifeng, Mongólia Interior, China. Bao Xishun é um pastor de 2 metros e 36 cm e a sua mulher, Xia Shujian, é uma vendedora de 1 metro e 67, quase e-68. Um casamento que tem tudo para dar certo.

4 de julho de 2007

126. Os Outros

Depois de ver um filme de terror é natural ficar a pensar porque se vêem filmes de terror. Ainda por cima quando tenho a Rosa Luxemburgo e a Dolores Ibarruri, com aquele risinho medonho, sentadas no parapeito da minha janela.

125. Verão

Entretanto chegou o Verão, ou algo assim. Esta é uma entrada só para encher, não vá alguém decidir tomar de assalto este blogue. É uma marca de propriedade. Não vá o Senhor Rodrigo, das camisetas personalizadas, ficar com ideias. Não que eu tenha algo contra a livre iniciativa e o pequeno comércio. Bem pelo contrário. E o Senhor Rodrigo é um sinal de que o pequeno comércio tenta sair do seu habitual atavismo. Camisetas personalizadas bem maneiras. Pra curtir o verão aí.